Fernanda Borges
Fernanda Borges é autora de 400 artigos científicos publicados em revistas internacionais com arbitragem científica, 26 capítulos de livros e detém um índice h de 60, segundo a base de dados Scopus. Integra, desde 2021, a prestigiada lista World’s Top 2% Scientists, elaborada pela Universidade de Stanford, que identifica os cientistas mais citados no respetivo ano civil e com maior impacto ao longo da carreira. Supervisionou ou co-supervisionou mais de 70 teses de doutoramento/mestrado e mais 30 investigadores pós-doutorados. É avaliadora regular de projetos e bolsas de investigação a nível internacional e nacional e inventora principal de 8 patentes internacionais e nacionais. Ao longo da sua carreira, participou como investigadora principal/ Co-investigadora principal em 34 projetos nacionais e europeus financiados por entidades como a FCT, CCDR-N, COMPETE 2020 e 2030, União Europeia, Fundação “La Caixa”, IAPMEI, entre outros. Foi proponente e representante nacional de diversas ações COST e é membro fundador da spin-off MITOTAG, bem como da infraestrutura nacional PT-OPENSCREEN, incluída no Roteiro Nacional para Infraestruturas de Investigação desde 2020,. O grupo de investigação que coordena é parceiro da EU-OPENSCREEN ERI.
É membro fundador da rede europeia Paul Ehrlich MedChem – Euro PhD Network, tendo sido eleita coordenadora da mesma para o período 2025-2028. Tem desempenhado funções como perita avaliadora de cursos e programas doutorais a nível nacional e internacional.
Na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP), exerceu funções de Coordenadora do Gabinete de Relações Exteriores (GREX), tendo sido responsável pelo gestão e dinamização de programas de mobilidade académica, tais como Erasmus, Leonardo da Vinci, Santander, entre outros, sendo igualmente interlocutora com o Gabinete de Relações Internacionais da Universidade do Porto.
Tem integrado diversos órgãos de gestão académica, nomeadamente Assembleia de Representantes, Conselho Diretivo, Conselho Pedagógico, Conselho Científico, Comissão de Estágios na FFUP, bem como o Conselho Científico e a Comissão Restrita do Conselho Científico do Departamento de Química e Bioquímica da FCUP.
Foi organizadora e coordenadora do curso Erasmus+ (Blended Intensive Programmes – BIP, Drug Discovery and Drug Delivery: Bringing Together Academy & Industry Experience), destinado a Estudantes de Mestrado e Doutoramento Nacionais e Internacionais. Este programa foi desenvolvido em consórcio com a Universidade de Pisa (Itália), a Universidade de Cagliari (Itália) e a Universidade de Ghent (Bélgica), sendo a Universidade do Porto a instituição coordenadora, anfitriã da mobilidade física e beneficiária oficial do projeto.
Fernanda Borges
Fernanda Borges é autora de 400 artigos científicos publicados em revistas internacionais com arbitragem científica, 26 capítulos de livros e detém um índice h de 60, segundo a base de dados Scopus. Integra, desde 2021, a prestigiada lista World’s Top 2% Scientists, elaborada pela Universidade de Stanford, que identifica os cientistas mais citados no respetivo ano civil e com maior impacto ao longo da carreira. Supervisionou ou co-supervisionou mais de 70 teses de doutoramento/mestrado e mais 30 investigadores pós-doutorados. É avaliadora regular de projetos e bolsas de investigação a nível internacional e nacional e inventora principal de 8 patentes internacionais e nacionais. Ao longo da sua carreira, participou como investigadora principal/ Co-investigadora principal em 34 projetos nacionais e europeus financiados por entidades como a FCT, CCDR-N, COMPETE 2020 e 2030, União Europeia, Fundação “La Caixa”, IAPMEI, entre outros. Foi proponente e representante nacional de diversas ações COST e é membro fundador da spin-off MITOTAG, bem como da infraestrutura nacional PT-OPENSCREEN, incluída no Roteiro Nacional para Infraestruturas de Investigação desde 2020,. O grupo de investigação que coordena é parceiro da EU-OPENSCREEN ERI.
É membro fundador da rede europeia Paul Ehrlich MedChem – Euro PhD Network, tendo sido eleita coordenadora da mesma para o período 2025-2028. Tem desempenhado funções como perita avaliadora de cursos e programas doutorais a nível nacional e internacional.
Na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP), exerceu funções de Coordenadora do Gabinete de Relações Exteriores (GREX), tendo sido responsável pelo gestão e dinamização de programas de mobilidade académica, tais como Erasmus, Leonardo da Vinci, Santander, entre outros, sendo igualmente interlocutora com o Gabinete de Relações Internacionais da Universidade do Porto.
Tem integrado diversos órgãos de gestão académica, nomeadamente Assembleia de Representantes, Conselho Diretivo, Conselho Pedagógico, Conselho Científico, Comissão de Estágios na FFUP, bem como o Conselho Científico e a Comissão Restrita do Conselho Científico do Departamento de Química e Bioquímica da FCUP.
Foi organizadora e coordenadora do curso Erasmus+ (Blended Intensive Programmes – BIP, Drug Discovery and Drug Delivery: Bringing Together Academy & Industry Experience), destinado a Estudantes de Mestrado e Doutoramento Nacionais e Internacionais. Este programa foi desenvolvido em consórcio com a Universidade de Pisa (Itália), a Universidade de Cagliari (Itália) e a Universidade de Ghent (Bélgica), sendo a Universidade do Porto a instituição coordenadora, anfitriã da mobilidade física e beneficiária oficial do projeto.
Manifesto Pessoal
Num mundo em constante transformação, a ciência, a tecnologia e a inovação no ensino e na investigação afirmam-se como pilares essenciais da competitividade, sustentabilidade, progresso e qualidade de vida das sociedades.
Neste cenário acredito que o futuro da U.Porto deve ser construído com base sólida no seu passado e presente, valorizando o que a distingue e projetando a sua missão para novos horizontes. Para isso, é fundamental realizar uma análise SWOTque permita identificar com clareza os vetores estratégicos capazes de impulsionar a instituição.
O financiamento da investigação e a extensão universitária
Para que a U.Porto continue a afirmar-se como uma Instituição de I&D de EXCELÊNCIA é fundamental definir estratégias sólidas e adaptáveis, capazes de responder eficazmente aos desafios emergentes. A EXCELÊNCIA E RECONHECIMENTO INSTITUCIONAL – tanto a nível Nacional e Internacional – exigem o envolvimento ativo da comunidade académica e a definição clara de trajetórias de evolução até 2030, alinhadas com as dinâmicas europeias e os grandes desafios globais.
Será, portanto, prioritário estimular o desenvolvimento de tecnologias e soluções disruptivas no âmbito de parcerias e consórcios europeus. A investigação da U.Porto continuará a posicionar-se na vanguarda da resposta a desafios científicos e sociais relevantes, nomeadamente nas áreas prioritárias do Pilar 2 – “Desafios Globais e Competitividade Industrial Europeia”do programaHorizonte Europa (2021-2027), bem como na prossecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)definidos pelas Nações Unidas para 2030. Neste sentido, será imperativo aproveitar as oportunidades de investimento da nova geração de fundos europeus, bem como capitalizar os benefícios dos avanços tecnocientíficos em curso, acompanhando as transformações da economia global e as orientações estratégicas da União Europeia.
Sendo a I&D uma área em rápida evolução, torna-se necessário antecipar tendências e desenvolver as competências do futuro. A cooperação em I&D será o alicerce para enfrentar desafios globais e gerar soluções inovadoras e sustentáveis. Assim, promoveremos a criação e consolidação de sinergias e parcerias a nível nacional e internacional, que potenciem a realização de projetos de investigação com impacto, articulados com oportunidades de formação avançada. A adesão ativa a infraestruturas europeias de investigação,bem como a participação em iniciativas como as Marie Skłodowska-Curie Actions (MSCA) e ERACHAIR, entre outras, será crucial para reforçar a internacionalização, atrair talento e fomentar a excelência científica.
Simultaneamente, a cooperação estratégica com empresas, através do desenvolvimento de projetos conjuntose daprestação de serviços especializados, deve ser potenciada como uma via complementar e sustentável de financiamento. O desenvolvimento de projetos conjuntos pode promover a valorização do conhecimento e permitir o alcance de níveis mais elevados de maturidade tecnológica (TRL, Technology Readiness Levels), contribuindo para uma universidade mais inovadora, empreendedora e comprometida com o futuro.
Investigação e ensino
A influência da investigação na educação e no processo de aprendizagem é atualmente um pilar fundamental para o sucesso escolar no ensino superior.
A integração entre investigação e ensino constitui, hoje, um pilar fundamental para o sucesso académico e científico no ensino superior. A minha experiência de mais de quatro décadas na docência comprova que uma ligação estreita entre investigação e pedagogia beneficia profundamente a formação dos estudantes e potencia a criação de conhecimento relevante e aplicado.
Neste sentido, é essencial estreitar a articulação entre a investigação científica e a atividade pedagógica, criando materiais inovadores, acessíveis à comunidade académica e à sociedade (inter)nacional, que facilitem o processo de ensino-aprendizagem e elevem a qualidade das práticas pedagógicas. O uso estratégico de infraestruturas tecnológicas modernas é igualmente fundamental para estimular o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade dos estudantes de conceber soluções para os desafios contemporâneos da sociedade.
A promoção da inovação pedagógica, apoiada por ambientes híbridos de aprendizagem, deve continuar a ser uma prioridade. O uso eficaz de tecnologias educacionais, associado à valorização da interação próxima entre docentes e estudantes, reforça a ligação entre teoria e prática e fomenta a construção de um ensino superior mais dinâmico e inclusivo.
Neste enquadramento, a oferta de MOOCs (Massive Open Online Courses) deve ser reforçada, contribuindo para o aumento do reconhecimento internacional da U.Porto e para a atração de talento global, incluindo investigadores altamente qualificados (e.g. ERC, MSCA) e estudantes de doutoramento.
A ciência atual é cada vez mais interdisciplinar, impulsionada por novas ideias, ferramentas e tecnologias que emergem de múltiplos domínios do conhecimento. Existe uma crescente procura por profissionais com formação em áreas como as Biociências e Ciências da Vida, com competências para operar em interfaces científicas, o que abre oportunidades para atrair estudantes a nível nacional e internacional.
Para tal, é necessário criar modelos formativos inovadores que respondam às expectativas e motivações dos estudantes, através de:
- cursos de especialização,
- programas intensivos combinados (BIP),
- formações em regime de b-learning, ajustadas aos novos paradigmas científicos e tecnológicos.
Contudo, urge também avançar com estratégias de médio prazo, já em implementação noutros países, centradas nos níveis deMestrado e Doutoramento. Estas incluem:
- a partilha de lecionação entre instituições, promovendo mobilidade docente e estágios de investigação para estudantes em laboratórios parceiros;
- a criação de novos cursos interdisciplinares, sustentados por candidaturas ao Erasmus Mundus Joint Master e MSCA Doctoral Networks;
- o desenvolvimento de mestrados e doutoramentos internacionais em colaboração com universidades da Galiza, aproveitando os mecanismos de financiamento da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, no âmbito da RIS3T (Estratégia de Especialização Inteligente Transfronteiriça).
Estas novas formações devem ainda integrar outras unidades orgânicas da UP, potenciando a excelência do corpo docente e a complementaridade científica.
Apesar dos avanços já alcançados pela U.Porto nesta área, persistem margens de melhoria, nomeadamente:
- promover sinergias entre as diferentes unidades orgânicas da U.Porto;
- intensificar colaborações com indústrias internacionais, particularmente na área da saúde, onde o tecido empresarial nacional ainda é limitado;
- reforçar a ligação com empresas do setor, através de projetos financiados e estágios curriculares;
- criar novos ciclos de estudo em parceria com instituições nacionais e internacionais;
- assegurar a qualificação e renovação do corpo docente e de investigação, consolidando um quadro técnico altamente capacitado, presente e futuro.
A U.Porto deve, assim, continuar a afirmar-se como uma universidade de excelência, que prepara os seus estudantes para liderar o conhecimento, inovar com responsabilidade e transformar positivamente a sociedade.

